[...] a fumigação não podemos dizer seja de origem brasílica, pois a prática da defumação é também encontrada entre os africanos e mesmo entre os brancos. Afinal, queimar incenso é defumar. Os europeus certamente aprenderam com os indus, pois êstes queimavam ervas olorosas ou estêrco com a finalidade de afastar os espíritos, afinal, limpar o ambiente para propiciar melhor momento de religiosidade é o que se visa nos templos católicos, tendas ou terreiros, quando se queima incenso ou alecrim e jurema.
ARAÚJO, A. M. Medicina Rústica. 1a ed. São Paulo: Editora Nacional, 1961. Disponível em: http://brasilianadigital.com.br/obras/medicina-rustica.
A magia da defumação não é estranha a nenhuma das raças que buscam o candomblé [...]
ARAÚJO, A. M. Medicina Rústica. 1a ed. São Paulo: Editora Nacional, 1961. Disponível em: http://brasilianadigital.com.br/obras/medicina-rustica.
A prática da defumação tem no toré o significado exclusivamente medicinal, não tem caráter religioso, nem de cerimonial coletivo. No toré a defumação é individual.
ARAÚJO, A. M. Medicina Rústica. 1a ed. São Paulo: Editora Nacional, 1961. Disponível em: http://brasilianadigital.com.br/obras/medicina-rustica.
Enquanto no ritual católico romano ou dos cultos hindus, é dos turíbulos ou vasos turícremos dos quais evola a fumaça, no toré, a defumação é a continuação do próprio hálito, a fumaça vem do sôpro do defumador através do cachimbo.
ARAÚJO, A. M. Medicina Rústica. 1a ed. São Paulo: Editora Nacional, 1961. Disponível em: http://brasilianadigital.com.br/obras/medicina-rustica.
ARAÚJO, A. M. Medicina Rústica. 1a ed. São Paulo: Editora Nacional, 1961. Disponível em: http://brasilianadigital.com.br/obras/medicina-rustica.
A defumação é um processo de cura e também para livrar de maus olhados, função preventiva e curativa.
Ao defumar uma pessoa não é permitido ter os pés calçados e deve também desmanchar os cabelos.
ARAÚJO, A. M. Medicina Rústica. 1a ed. São Paulo: Editora Nacional, 1961. Disponível em: http://brasilianadigital.com.br/obras/medicina-rustica.
No fornilho do cachimbo são colocados pedaços de fôlha de jurema, tabaco, alecrim, incenso.
ARAÚJO, A. M. Medicina Rústica. 1a ed. São Paulo: Editora Nacional, 1961. Disponível em: http://brasilianadigital.com.br/obras/medicina-rustica.
Aipoto epi* - remédios para defumar, para inalar vapores de plantas medicinais ou apanhar tais vapores no corpo todo.
*Terminologia medicinal na língua do povo indígena Tiriyó.